Com expectativa de grandes apresentações e meses de preparação nos bastidores, as quadrilhas juninas deram início, neste sábado (23), à temporada de São João em Maceió. O Pré-Junino 2026, promovido pela Liga das Quadrilhas Juninas de Alagoas (Liqal), aconteceu no ginásio Nosso Lar, no bairro da Ponta Grossa, reunindo 13 grupos em uma prévia do que será apresentado durante os festejos juninos deste ano.
Segundo o presidente da Liqal, Vinícius Sabino, as quadrilhas trabalhavam desde outubro na construção dos espetáculos que chegaram aos arraiais em 2026. “Pode ter certeza que este ano o nível está altíssimo, teremos grandes espetáculos”, afirmou.
Participaram da programação as quadrilhas Luar do Sertão, Amanhecer no Sertão, Santa Fé, Vixe Menina, A Fazendinha, Dona Zabumba, Dona Dadá, Tia Graça, Pé de Serra, Rosa dos Ventos, Fala Mansa, Dona do Carmo e Forró Baião, que fez estreia no evento neste ano.
A primeira quadrilha a se apresentar foi a Dona do Carmo, do município de São Luís do Quitunde. O grupo é formado por alunos de uma escola da cidade e levou para a arena um espetáculo inspirado em Capitu, personagem da obra Dom Casmurro.
Além das apresentações, os grupos também divulgaram alguns dos temas que chegaram aos tablados durante o São João. A Amanhecer no Sertão, atual campeã da Rede Globo Nordeste, levou o espetáculo “Confessionário: entre o pecado e o perdão”. Já a Luar do Sertão celebrou os 40 anos de trajetória no movimento junino.
A Vixe Menina apresentou um espetáculo inspirado na força cultural nordestina e na estética cinematográfica. A Dona Dadá abordou histórias de pessoas que deixam o sertão em busca de melhores condições de vida.
Já a Rosa dos Ventos levou para a arena o tema “Grão, semeando vidas”, celebrando a agricultura familiar e a força das feiras livres. A quadrilha Pé de Serra, do bairro Bebedouro, contou a origem do bumba meu boi como lenda popular.
Segundo Vinícius Sabino, os eventos juninos também movimentaram as comunidades e diferentes setores envolvidos na realização dos espetáculos, como músicos, costureiras, ambulantes e coreógrafos.
“O movimento junino também movimenta a comunidade, os ambulantes e as pessoas que trabalham diretamente nas produções das quadrilhas”, destacou o presidente da Liqal.
O evento reuniu grande público neste sábado (23), em uma noite marcada pelo forró, pelas cores dos figurinos e pela valorização da cultura nordestina em Alagoas.




