O projeto Renasce Salgadinho recebeu aval do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) após uma vistoria realizada na quinta-feira (14), em Maceió. A inspeção foi conduzida por uma força-tarefa formada por promotores das Promotorias de Defesa do Meio Ambiente (4ª PJC) e do Patrimônio Urbanístico (66ª PJC).

A obra, oficialmente denominada “Jardins Filtrantes”, foi executada por meio de parceria entre o prefeito Rodrigo Cunha (Podemos) e o ex-prefeito João Henrique Caldas, o JHC (PSDB). Segundo o MPAL, a fiscalização constatou efeitos positivos nas condições ambientais, urbanísticas e de saneamento da área.

Participaram da vistoria os promotores Alberto Fonseca, da área de Meio Ambiente, e Jorge Dória, do Urbanismo, além de técnicos da Prefeitura de Maceió, do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) e do Instituto para Preservação da Mata Atlântica (IPMA).

Durante a fiscalização, foram analisadas estruturas construídas ao longo da bacia hidrográfica do Riacho Salgadinho, incluindo os riachos Gulandi e do Sapo, além das estações elevatórias instaladas no Vale do Reginaldo.

De acordo com o promotor Alberto Fonseca, o sistema está operando conforme o planejado, mas seguirá sendo monitorado de forma contínua.

De acordo com o promotor Alberto Fonseca, o sistema está operando conforme o planejado, mas seguirá sendo monitorado de forma contínua.

“A força-tarefa criada no âmbito do MPAL vistoria os cursos d’água, como riachos Gulandi e do Sapo, que fazem parte da bacia hidrográfica do Riacho Salgadinho, assim como as estruturas construídas, para verificar as ações realizadas dentro do projeto. Notamos que o sistema está operante, conforme o que foi planejado, mas o acompanhamento se dará de forma constante”, afirmou.

O promotor Jorge Dória destacou que o Ministério Público acompanha o projeto há mais de cinco anos e avaliou positivamente os resultados alcançados.

“Essa obra se materializou, de acordo com o que foi projetado, promovendo uma transformação urbanística, social e ambiental. Mas estamos ainda com o procedimento aberto para verificar possíveis inconsistências ou algo mais que precisa ser feito”, declarou.

Segundo informações apresentadas ao MPAL, em períodos sem chuva o efluente passa pelos chamados “jardins filtrantes”, onde plantas específicas retêm matéria orgânica e auxiliam no tratamento da água. Após essa etapa, o material é bombeado até o sistema de disposição oceânica da BRK.

Ainda conforme o Ministério Público, foram instaladas comportas para impedir que o efluente chegue ao mar. Em períodos chuvosos, devido ao aumento do volume de água, as comportas são abertas e o fluxo segue diretamente para o oceano, sem passar pelos jardins filtrantes.

O projeto também implantou um parque linear ao longo do leito do riacho, com arborização e equipamentos de lazer em uma área que permaneceu abandonada durante décadas.

 

Fonte: tv gazeta