Dos 50 bairros de Maceió, 22 estão em alerta para a ocorrência de transmissão de dengue, zika e chikungunya, registrando índices de infestação entre 1% a 3,9%, com possibilidade de epidemia nos 2º, 4º, 5º, 6º, 7º e 8º Distritos Sanitários. O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira (9), pela Gerência das Doenças Transmitidas por Vetores e Animais Peçonhentos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Os dados ainda mostram que, dos 50 bairros de Maceió, 20% estão em situação satisfatória, 44% em alerta e 36% estão em situação de risco para epidemia de doenças como dengue, zika e chikungunya.

Os níveis mais elevados de infestação se encontram no Jaraguá (12%), Jardim Petrópolis (11,81%), Poço (10%), Ponta da Terra (8%), Ouro Preto (7,70%) e Gruta de Lourdes (7,31%), aos quais apresentam índice de infestação predial acima de 4% e risco de epidemia de arboviroses.

A pesquisa aponta também que os tipos de criadouros predominantes com larvas são os depósitos para armazenamento de água a nível do solo e pequenos depósitos (balde – 38,7%, bacia – 5% e prato de planta no chão – 4,7%); recipientes ornamentais (balde/tampa de balde – 37% e vaso de plantas/prato de plantas – 36%); e no lixo acumulado (recipientes plásticos – 13,7%, vaso sanitário – 9,7%, balde – 8,6%, lata/vaso de planta – 8%, e sucata – 7,4%).

A Coordenação do Programa de Controle do Aedes Aegypti realizou o levantamento entre os dias de 25 a 29 de abril, durante trabalho de inspeção por equipes de campo em 16.555 imóveis de Maceió. O objetivo da ação é trazer informações qualificadas para as ações de prevenção e controle do mosquito no Município, que estão sendo intensificadas por equipes de agentes de endemias, especialmente em bairros com altos níveis de infestação.

“No final do mês passado realizamos o 2º Liraa de 2022, no qual observamos um número alto de focos de reprodução do mosquito em alguns bairros de Maceió e outras áreas em situação de alerta para a proliferação do mosquito. Por isso, neste mês, vamos intensificar ainda mais as ações de controle do Aedes aegypti”, afirmou o coordenador do Programa de Controle do Aedes aegypti, Erivaldo Raimundo.

O coordenador disse que é importante ficar atento a criadouros dentro de suas casas. “É importante que a população fique atenta aos tipos de depósitos contidos em suas residências. A maioria dos depósitos que encontramos foram passíveis de remoção, como baldes e entulhos. Outro local propício para o criadouro de larvas são as bromélias, plantas que funcionam como reservatório natural para a proliferação do vetor. Por isso, os maceioenses precisam reforçar os cuidados dentro de suas casas e ficar atentos aos possíveis criadouros do mosquito.”

*com informações da assessoria.

Fonte: TV Gazeta

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