A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) apontou contradições nos depoimentos prestados pelo casal preso por atropelar e espancar um homem na madrugada da quinta-feira (5), no bairro da Jatiúca, em Maceió. Em entrevista à TV Gazeta, neste sábado (7), o delegado Eduardo Guerra esclareceu que, no momento, descarta a hipótese de tentativa de estupro mencionada por uma das investigadas durante o interrogatório.
Segundo as informações prestadas pela autoridade policial, os suspeitos — um homem de 23 anos e uma mulher de 22 — apresentaram justificativas divergentes sobre o que teria motivado o ataque.
O homem alegou que a violência começou após um desentendimento, afirmando que a vítima teria tocado a mão de sua companheira, gerando um constrangimento. Já a mulher alegou ter sido vítima de uma suposta tentativa de estupro praticada pelo homem em outra ocasião.
“Ao ser questionada sobre a dinâmica e os detalhes do alegado abuso, ela preferiu permanecer em silêncio, declarando que só se manifestará perante a Justiça. Diante da ausência de elementos concretos nos autos, a tese de tentativa de estupro não é sustentada pela investigação nesta fase inicial”, ressaltou Guerra.
O crime foi registrado por moradores de edifícios vizinhos. Na ação, o homem perseguiu e atropelou a vítima de forma deliberada, imprensando-a em uma residência. Com o atingido já no chão, o agressor desferiu diversos golpes na cabeça dele, utilizando um pedaço de madeira antes de fugir. Cerca de cinco a seis minutos depois, a mulher chegou ao local e também passou a agredir a vítima já rendida, com um objeto de madeira.
Os dois presos passam por audiência de custódia neste sábado, onde a Justiça avaliará a legalidade das prisões. Na verificação de antecedentes criminais, foi constatado que o acusado possui duas passagens pela polícia por porte ilegal de arma de fogo, enquanto a mulher possui registro de ato infracional quando menor de idade. Outro suspeito de participar do crime já havia sido preso em flagrante.
A vítima sofreu traumatismo severo na cabeça e segue internada em estado grave. A Polícia Civil informou que os investigados respondem por homicídio tentado, mas a capitulação criminal poderá mudar para homicídio consumado, caso a vítima vá a óbito.
Fonte: tv gazeta




