Um vídeo publicado sem contexto nas redes sociais virou de “cabeça para baixo” a vida de dona Márcia. A situação começou há três dias, quando imagens dela carregando uma muda de planta próximo ao Riacho Salgadinho, no bairro Jaraguá, passaram a circular em aplicativos de mensagens, acompanhadas de acusações de furto.

Nesta sexta-feira (10), em entrevista à TV Ponta Verde, dona Márcia decidiu apresentar sua versão dos fatos. Segundo ela, não houve furto, mas sim um pedido que acabou se tornando um presente.

“Eu vinha da Defensoria Pública. O encarregado [trabalhador da obra no local] estava plantando no Riacho Salgadinho. Eu disse: ‘moço, que planta bonita. O senhor pode me dar?’. Ele disse: ‘não tem problema, pegue’. E eu disse: ‘me dê da sua mão, senão vão achar que eu roubei’”, relatou a mulher, que viveu o episódio no dia 7 de abril.

Dona Márcia contou ainda que a muda estava com pedras e areia, o que levou o encarregado a lhe entregar também uma sacola. Ela foi filmada por uma pessoa no momento em que saía do local com o item.

“Isso está repercutindo na minha vida. Eu não posso chegar aos lugares que dizem: ‘a ladra de planta’. Disseram que eu era meliante e que estava sendo procurada. Eu pagaria uma multa, seria presa ou teria que devolver a planta. Isso pesou, porque ‘meliante’ é uma palavra pesada. É um ladrão. As pessoas, quando me veem, querem chamar a polícia ou me linchar”, afirmou.

Ainda na entrevista, ela destacou o amor por plantas, atividade que utiliza como forma de terapia. “Minha vida é planta. Eu não sou bandida, meu nome é Márcia. Eu não preciso roubar planta de ninguém. Tenho uma família, tenho dois netos. Eu tenho uma vida lá fora. Não roubei para dar a pastor, como falaram. Faço disso uma terapia para meu tratamento psiquiátrico. Eu peço que vocês divulguem. Eu não roubei a planta, eu pedi”, concluiu.

 

Fonte: tv gazeta