Após mobilização, os rodoviários do transporte público voltaram a circular nas ruas de Maceió. Dois ataques a coletivos, no último domingo (13) e na noite de segunda-feira (14), deixaram a categoria temerosa. Como forma de cobrar mais segurança, os trabalhadores atrasaram a saída dos ônibus das garagens até as 9h. A mobilização havia sido anunciada ontem e, por conta disso, os pontos de ônibus amanheceram praticamente vazios.
De acordo com o Sindicato dos Rodoviários de Alagoas, os motoristas e cobradores estão com medo de trabalhar.
“Os rodoviários ficam muito tensos, trabalham estressados. A forma como os meliantes que queimaram os ônibus abordaram os trabalhadores nos preocupa. Eles chegaram ameaçando, pedindo para todo mundo descer. Pedimos às forças de segurança que sejam realizadas mais abordagens dentro dos coletivos e que o serviço de inteligência da polícia trabalhe para punir os responsáveis por esses casos”, afirmou Écio Ângelo, presidente do sindicato.
Quem depende de transporte público para trabalhar precisa buscar outras alternativas, como as vans e os mototáxis, que já estavam circulando pelas ruas da capital desde as primeiras horas da manhã.
A empregada doméstica Roseane da Silva Correia, de 39 anos, teve que pegar um mototáxi para ir ao trabalho. Ela conta que pagou bem mais caro pela viagem, um total de R$ 25 pela corrida do Santos Dumont, na parte alta de Maceió, até a Amélia Rosa, na Jatiúca.
“Todos os dias eu vou ao trabalho de ônibus, mas com essa paralisação tive que buscar outra alternativa. A patroa disse que eu pegasse um mototáxi e eu peguei. Ela pagou vinte e cinco reais pela viagem. Eles se aproveitam da situação para cobrar mais”, afirmou.
Segundo o diretor financeiro do sindicato, Sandro Régis, a mobilização acontece em âmbito nacional, como forma de chamar a atenção para a falta de segurança no sistema de transporte público.
“Estamos nas garagens de plantão. É um protesto nacional, em virtude da violência que vem acontecendo no sistema de transporte público. Os fatos acontecem não só em Alagoas, mas em todo o Brasil. É uma grande onda de assaltos e agora essa onda de queima de ônibus. Estamos reivindicando segurança para o transporte”, afirmou Sandro Régis.

Fonte: TV Gazeta